Foi uma optima supresa ter vindo aki.
gostei mt da vossa visita aki em Santo Tirso
por aki as coisas como viram ta td bem ta td na mesma
mando mts beijos para tds
Liliana
26 de março de 2005
Visita
Finalmente, os meus primos de Coimbra vieram cá visitar-nos. Hurra!!!
Conheci a minha prima Graça que ainda não conhecia.
A minha mãe já andou a mostrar-lhe a casa toda.
Agora eu já sei escrever no blog dos Gomes.
Beijos para todos.
Joana
Conheci a minha prima Graça que ainda não conhecia.
A minha mãe já andou a mostrar-lhe a casa toda.
Agora eu já sei escrever no blog dos Gomes.
Beijos para todos.
Joana
19 de março de 2005
A festa de aniversário
Postal da Emília
Breves recordações de uma mãe e avó
Neste dia em que completo 80 anos, quero contar aos meus filhos e netos (para que eles me conheçam melhor) um pouco do que foi a minha vida.
Nasci no lugar de Piéres, freguesia de Guilhufe, concelho de Penafiel.
A minha mãe era padeira. O seu trabalho consistia em ir buscar pão a uma padaria em Penafiel e vendê-lo nos vários lugares da minha freguesia.
O meu pai era jornaleiro, ou seja, trabalhava na agricultura por conta de quem o rogava.
Eu tinha uma irmã (Ana Moreira) e um irmão (Manuel Moreira), ambos mais novos do que eu.
Quando eu tinha sete anos, a minha mãe faleceu ao dar à luz o seu quarto filho que morreu com ela.
Depois disto, continuei a viver com o meu pai e os meus irmãos no lugar de Piéres.
Por volta dos meus 11 ou 12 anos, faleceu aquele meu irmão.
O meu pai ficou muito abalado com a morte deste filho, deixou de trabalhar por algum tempo, e nunca mais foi o mesmo homem.
Alguns anos mais tarde, ele voltou a casar e teve uma filha da minha madrasta (ela chamava-se Maria, morava na freguesia de Urrô, e já faleceu).
Quando isto sucedeu, fui viver com a minha avó paterna - que era também minha madrinha – para o lugar do Barral, na mesma freguesia de Guilhufe.
Então, comecei a trabalhar na agricultura por conta de vários patrões, regressando a casa da minha avó ao fim do dia.
Mais tarde, fui servir para a casa do senhor José do Ginés, na Lagarteira, onde permaneci por mais de 15 anos.
Um dia, o filho do patrão aborreceu-se comigo e atirou-me uma foice que ficou espetada no chão a cerca de um metro do lugar em que eu me encontrava.
Para que não me viesse a acontecer alguma coisa pior, eu resolvi despedir-me, tendo ido servir para a casa do senhor Augusto dos Passais.
Foi nesta altura que conheci um bonito rapaz que passava por ali a caminho do seu trabalho. Ele era do lugar de Silvarelhos, da mesma freguesia de Guilhufe, e chamava-se Vitorino Gomes.
Namorámos durante dois anos, mas só podíamos encontrar-nos uma vez por semana, ao Domingo.
O nosso casamento foi celebrado de manhã cedo, na igreja paroquial de Guilhufe, no dia 19 de Agosto de 1951.
Os padrinhos do casamento foram os meus cunhados António e Emília (também padrinhos da minha filha Emília).
A roupa que eu levava vestida era: - uma saia e blusa, um casaco, e um lenço chinês pela cabeça. Nos pés tinha calçadas umas meias e umas chinelas.
Os meus cunhados António e Emília – que eram tendeiros nas feiras – meteram-se no carro logo depois da cerimónia e seguiram para o seu trabalho na feira e festa de Santo Tirso. Mas, convidaram-nos a ir até à dita feira porque eles nos ofereciam ali uma boda (almoço).
Terminada a cerimónia na igreja, eu e o meu marido fomos tomar o pequeno-almoço em casa do meu patrão, nos Passais, a convite do mesmo.
Após o pequeno-almoço, seguimos a pé para Paredes. Aí, apanhámos o comboio que nos levou até Santo Tirso, de onde só regressámos à noite.
Fomos viver para casa dos pais do meu marido, em Silvarelhos. Foi ali que eu tive todos os meus filhos.
O segundo filho chamava-se Agostinho e faleceu oito dias depois do nascimento.
Os outros seis filhos são o Quim, a Ermelinda, a Emília, o Zé, o João e a Zeza.
Esta última nasceu 3 semanas depois do falecimento do meu marido, ocorrido no dia 24 de Janeiro de 1966.
Com a ajuda de Deus (e o precioso auxílio da minha cunhada Maria Rosa, a quem estou eternamente agradecida), todos estes filhos cresceram com saúde e amor, nunca lhes tendo faltado nada do que precisavam.
Nesta data, recordo com muita saudade o meu marido («Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso»), com o qual fui muito feliz durante os pouco mais de 14 anos que durou o nosso casamento.
E recordo também a minha irmã Ana Moreira, da qual só sei que veio a ser internada num colégio do Porto, desconhecendo qual seja esse colégio e se aquela já faleceu ou se ainda é viva.
Com a bonita idade que tenho hoje, sinto uma grande alegria por ver os meus filhos e os meus netos (Sara, Vitorino, Miguel, Joana, João, Pedro e Ricardo) junto de mim, a darem-se bem uns com os outros, e felizes por me verem também junto deles.
Nasci no lugar de Piéres, freguesia de Guilhufe, concelho de Penafiel.
A minha mãe era padeira. O seu trabalho consistia em ir buscar pão a uma padaria em Penafiel e vendê-lo nos vários lugares da minha freguesia.
O meu pai era jornaleiro, ou seja, trabalhava na agricultura por conta de quem o rogava.
Eu tinha uma irmã (Ana Moreira) e um irmão (Manuel Moreira), ambos mais novos do que eu.
Quando eu tinha sete anos, a minha mãe faleceu ao dar à luz o seu quarto filho que morreu com ela.
Depois disto, continuei a viver com o meu pai e os meus irmãos no lugar de Piéres.
Por volta dos meus 11 ou 12 anos, faleceu aquele meu irmão.
O meu pai ficou muito abalado com a morte deste filho, deixou de trabalhar por algum tempo, e nunca mais foi o mesmo homem.
Alguns anos mais tarde, ele voltou a casar e teve uma filha da minha madrasta (ela chamava-se Maria, morava na freguesia de Urrô, e já faleceu).
Quando isto sucedeu, fui viver com a minha avó paterna - que era também minha madrinha – para o lugar do Barral, na mesma freguesia de Guilhufe.
Então, comecei a trabalhar na agricultura por conta de vários patrões, regressando a casa da minha avó ao fim do dia.
Mais tarde, fui servir para a casa do senhor José do Ginés, na Lagarteira, onde permaneci por mais de 15 anos.
Um dia, o filho do patrão aborreceu-se comigo e atirou-me uma foice que ficou espetada no chão a cerca de um metro do lugar em que eu me encontrava.
Para que não me viesse a acontecer alguma coisa pior, eu resolvi despedir-me, tendo ido servir para a casa do senhor Augusto dos Passais.
Foi nesta altura que conheci um bonito rapaz que passava por ali a caminho do seu trabalho. Ele era do lugar de Silvarelhos, da mesma freguesia de Guilhufe, e chamava-se Vitorino Gomes.
Namorámos durante dois anos, mas só podíamos encontrar-nos uma vez por semana, ao Domingo.
O nosso casamento foi celebrado de manhã cedo, na igreja paroquial de Guilhufe, no dia 19 de Agosto de 1951.
Os padrinhos do casamento foram os meus cunhados António e Emília (também padrinhos da minha filha Emília).
A roupa que eu levava vestida era: - uma saia e blusa, um casaco, e um lenço chinês pela cabeça. Nos pés tinha calçadas umas meias e umas chinelas.
Os meus cunhados António e Emília – que eram tendeiros nas feiras – meteram-se no carro logo depois da cerimónia e seguiram para o seu trabalho na feira e festa de Santo Tirso. Mas, convidaram-nos a ir até à dita feira porque eles nos ofereciam ali uma boda (almoço).
Terminada a cerimónia na igreja, eu e o meu marido fomos tomar o pequeno-almoço em casa do meu patrão, nos Passais, a convite do mesmo.
Após o pequeno-almoço, seguimos a pé para Paredes. Aí, apanhámos o comboio que nos levou até Santo Tirso, de onde só regressámos à noite.
Fomos viver para casa dos pais do meu marido, em Silvarelhos. Foi ali que eu tive todos os meus filhos.
O segundo filho chamava-se Agostinho e faleceu oito dias depois do nascimento.
Os outros seis filhos são o Quim, a Ermelinda, a Emília, o Zé, o João e a Zeza.
Esta última nasceu 3 semanas depois do falecimento do meu marido, ocorrido no dia 24 de Janeiro de 1966.
Com a ajuda de Deus (e o precioso auxílio da minha cunhada Maria Rosa, a quem estou eternamente agradecida), todos estes filhos cresceram com saúde e amor, nunca lhes tendo faltado nada do que precisavam.
Nesta data, recordo com muita saudade o meu marido («Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso»), com o qual fui muito feliz durante os pouco mais de 14 anos que durou o nosso casamento.
E recordo também a minha irmã Ana Moreira, da qual só sei que veio a ser internada num colégio do Porto, desconhecendo qual seja esse colégio e se aquela já faleceu ou se ainda é viva.
Com a bonita idade que tenho hoje, sinto uma grande alegria por ver os meus filhos e os meus netos (Sara, Vitorino, Miguel, Joana, João, Pedro e Ricardo) junto de mim, a darem-se bem uns com os outros, e felizes por me verem também junto deles.
* * *
Para terminar, quero dizer-vos algumas quadras que eu cantava com as minhas colegas no trabalho do campo, quando éramos ainda solteiras:
1.
Rapazes, quando eu morrer,
Levai-me devagarinho.
À porta do meu amor,
Descansai um bocadinho.
2.
Se andas de mal comigo,
Andas de costas voltadas.
Se te doem os calcanhares,
Esfrega-lhes urtigas pisadas.
3.
Devagar se vai ao longe.
Bem tolo é quem se mata.
Acaba a noite e vem o dia.
Não há coisa mais barata.
4.
Eu cantei uma cantiga.
Com esta já vou em duas.
Não canto mais nenhuma
Sem ouvir uma das tuas.
5.
Já pedi aos santos todos
Que tu nunca me lembrasses.
Ou os santos não ouviram
Ou tu me enfeitiçaste.
6.
Ai de mim e ai de ti.
Ai de nós ambos os dois.
Ai de mim primeiramente.
Ai de ti mais ao depois.
7.
Eu contigo ia, ia,
Se não fosse arrecear.
Eu sei a vida que tenho.
Não sei a que me vais dar.
Coimbra, 19 de Março de 2005
Blandina Moreira
Rapazes, quando eu morrer,
Levai-me devagarinho.
À porta do meu amor,
Descansai um bocadinho.
2.
Se andas de mal comigo,
Andas de costas voltadas.
Se te doem os calcanhares,
Esfrega-lhes urtigas pisadas.
3.
Devagar se vai ao longe.
Bem tolo é quem se mata.
Acaba a noite e vem o dia.
Não há coisa mais barata.
4.
Eu cantei uma cantiga.
Com esta já vou em duas.
Não canto mais nenhuma
Sem ouvir uma das tuas.
5.
Já pedi aos santos todos
Que tu nunca me lembrasses.
Ou os santos não ouviram
Ou tu me enfeitiçaste.
6.
Ai de mim e ai de ti.
Ai de nós ambos os dois.
Ai de mim primeiramente.
Ai de ti mais ao depois.
7.
Eu contigo ia, ia,
Se não fosse arrecear.
Eu sei a vida que tenho.
Não sei a que me vais dar.
Coimbra, 19 de Março de 2005
Blandina Moreira
Registo de Nascimento nº 305
Às três horas do dia dezanove do mês de Março do ano de mil novecentos e vinte e cinco, nasceu numa casa do lugar de Piéres, da freguesia de Guilhufe, deste concelho, um indivíduo do sexo feminino, a quem foi posto o nome de Blandina Moreira, filha legítima de Serafim Moreira, de vinte e dois anos de idade, no estado de casado, de profissão jornaleiro, natural de Guilhufe, dita, e de Maria Ferreira, de vinte e um anos de idade, no estado de casada, de profissão doméstica, natural de Guilhufe, dita, domiciliados no referido lugar de Piéres, neta paterna de António Moreira e de Blandina Moreira, e materna de Joaquim Rodrigues e de Ana Ferreira.
Foram testemunhas Vitorino Ferreira, maior, casado, lavrador, domiciliado no lugar de Castanheiro de Cima, freguesia de Duas-Igrejas, deste concelho, e Belmiro Barbosa, maior, casado, jornaleiro, domiciliado no lugar do Outeiro, freguesia de Bustêlo, deste concelho.
A declaração de nascimento foi feita pelo pai da registanda.
Este registo, depois de lido e conferido com o seu extracto, vai ser assinado por mim, oficial do Registo Civil, declarante e testemunhas.
A importância dos emolumentos é de seis escudos e vinte e cinco centavos.
Repartição do Registo Civil de Penafiel, aos dezanove de Março de mil novecentos vinte e cinco.
a) Serafim Moreira, Vitorino Ferreira, Belmiro Barbosa, Cristiano Rua e Melo.
Averbamentos:
1 - Casou ontem na Igreja paroquial de Guilhufe, deste concelho, com Vitorino Gomes, natural de Guilhufe. Transcrição nº 182 desta Conservatória. Penafiel, 20 de Agosto de 1951. a) ….
2 - O casamento referido no averbamento nº 1 foi dissolvido por óbito do cônjuge Vitorino Gomes, falecido em Guilhufe, Penafiel, no dia 24. Averbamento nº 1 ao assento de casamento nº 182 de 1951. Em 25 de Janeiro de 1966. a) ….
A declaração de nascimento foi feita pelo pai da registanda.
Este registo, depois de lido e conferido com o seu extracto, vai ser assinado por mim, oficial do Registo Civil, declarante e testemunhas.
A importância dos emolumentos é de seis escudos e vinte e cinco centavos.
Repartição do Registo Civil de Penafiel, aos dezanove de Março de mil novecentos vinte e cinco.
a) Serafim Moreira, Vitorino Ferreira, Belmiro Barbosa, Cristiano Rua e Melo.
Averbamentos:
1 - Casou ontem na Igreja paroquial de Guilhufe, deste concelho, com Vitorino Gomes, natural de Guilhufe. Transcrição nº 182 desta Conservatória. Penafiel, 20 de Agosto de 1951. a) ….
2 - O casamento referido no averbamento nº 1 foi dissolvido por óbito do cônjuge Vitorino Gomes, falecido em Guilhufe, Penafiel, no dia 24. Averbamento nº 1 ao assento de casamento nº 182 de 1951. Em 25 de Janeiro de 1966. a) ….
Aniversário
Querida Mitche:
Muitos parabéns pelos seus 80 anos!
O seus filhos e netos, a restante família e os amigos desejam que você tenha um dia de aniversário muito feliz.
Oxalá que este dia se repita por muitos anos, que você tenha muita saúde e muitas alegrias.
Sabemos que podemos contar sempre com o seu amor, a sua compreensão, a preocupação constante, e tudo o que de bom nos tem dado ao longo destes anos de vida.
Vamos procurar retribuir-lhe tudo isso o melhor que pudermos e soubermos.
Hoje é dia de festa!...Parabéns!...
Muitos parabéns pelos seus 80 anos!
O seus filhos e netos, a restante família e os amigos desejam que você tenha um dia de aniversário muito feliz.
Oxalá que este dia se repita por muitos anos, que você tenha muita saúde e muitas alegrias.
Sabemos que podemos contar sempre com o seu amor, a sua compreensão, a preocupação constante, e tudo o que de bom nos tem dado ao longo destes anos de vida.
Vamos procurar retribuir-lhe tudo isso o melhor que pudermos e soubermos.
Hoje é dia de festa!...Parabéns!...
17 de março de 2005
Fotografias
Finalmente consegui pôr mais algumas fotografias no meu site.
Já sabem qual é o endereço.
Elas estão em «Parentes Quim».
Há lá uma foto que a prima Zeza (mãe da Liliana e da Joana) deve apreciar bastante.
Espero que gostem todos.
Um abraço do
Quim
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