21 de fevereiro de 2005
Aniversário
Meu caro Tó:
Para o caso de vir visitar o blogue, aqui fica esta mensagem:
Desejo que tenha um dia de aniversário muito saudável e feliz, que isso dure pos muitos anos, e que se estenda a toda a sua família.
Um abraço do
Quim
14 de fevereiro de 2005
Aniversário
Querida irmã Zeza:
Faz hoje 39 anos que nasceu em Guilhufe, Penafiel, uma menina a quem foi posto o nome de Maria José.
As circunstâncias não podiam ter sido piores.
O nosso pai tinha falecido há três semanas, tinha deixado 5 filhos menores e o sexto filho acabava de chegar ao mundo!...
Com o teu nascimento, a nossa mãe não sabia se havia de chorar de felicidade ou chorar de tristeza e angústia.
Mas, com a ajuda de Deus ou da sorte (só sabemos que a madrinha Maria Rosa foi o instrumento de que um ou outra se serviram para trazer essa ajuda...), nunca faltou aos filhos do Vitorino Gomes e da Blandina Moreira o pão e o carinho de que eles precisavam para crescerem saudáveis.
Passados todos estes anos, podemos dizer agora que o nascimento daquela menina – que parecia ter sido uma grande desgraça – se transformou afinal numa grande sorte.
De facto, ninguém imaginava que essa menina (hoje, uma bela mulher) ia ser o anjo da guarda de duas velhinhas simpáticas que moram nesta linda cidade de Coimbra.
A vida dá muitas voltas!... Mas, só tem algum sentido quando as crianças recebem apoio dos adultos para crescerem. E quando, transformadas essas crianças em adultos, chega a vez de estas ajudarem os velhinhos que os ajudaram antes.
Por tudo isto, desejo que tenhas um dia de aniversário muito feliz; que essa felicidade se prolongue por muitos anos; e que possas continuar a fazer felizes (como tens feito até agora) todos os que te rodeiam.
Muitos beijinhos do teu irmão
Quim
Faz hoje 39 anos que nasceu em Guilhufe, Penafiel, uma menina a quem foi posto o nome de Maria José.
As circunstâncias não podiam ter sido piores.
O nosso pai tinha falecido há três semanas, tinha deixado 5 filhos menores e o sexto filho acabava de chegar ao mundo!...
Com o teu nascimento, a nossa mãe não sabia se havia de chorar de felicidade ou chorar de tristeza e angústia.
Mas, com a ajuda de Deus ou da sorte (só sabemos que a madrinha Maria Rosa foi o instrumento de que um ou outra se serviram para trazer essa ajuda...), nunca faltou aos filhos do Vitorino Gomes e da Blandina Moreira o pão e o carinho de que eles precisavam para crescerem saudáveis.
Passados todos estes anos, podemos dizer agora que o nascimento daquela menina – que parecia ter sido uma grande desgraça – se transformou afinal numa grande sorte.
De facto, ninguém imaginava que essa menina (hoje, uma bela mulher) ia ser o anjo da guarda de duas velhinhas simpáticas que moram nesta linda cidade de Coimbra.
A vida dá muitas voltas!... Mas, só tem algum sentido quando as crianças recebem apoio dos adultos para crescerem. E quando, transformadas essas crianças em adultos, chega a vez de estas ajudarem os velhinhos que os ajudaram antes.
Por tudo isto, desejo que tenhas um dia de aniversário muito feliz; que essa felicidade se prolongue por muitos anos; e que possas continuar a fazer felizes (como tens feito até agora) todos os que te rodeiam.
Muitos beijinhos do teu irmão
Quim
Maria José (Zeza) - a eterna namorada.
9 de fevereiro de 2005
Joana Cunha
Joana:
Já alterei o teu nome de utilizador, como tu querias.
Estou a pôr este «post» aqui em teu nome para experimentar.
Se reparares bem, verás que no fundo aparece o teu novo nome.
Pede ao teu amigo que te ajude a escrever aqui no blog um pouco até tu te habituares.
Depois verás que é muito fácil.
Beijos do primo
Quim
Já alterei o teu nome de utilizador, como tu querias.
Estou a pôr este «post» aqui em teu nome para experimentar.
Se reparares bem, verás que no fundo aparece o teu novo nome.
Pede ao teu amigo que te ajude a escrever aqui no blog um pouco até tu te habituares.
Depois verás que é muito fácil.
Beijos do primo
Quim
8 de fevereiro de 2005
Carnaval (2)
O Carnaval é, exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimentos entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à quarta-feira de Cinzas.
Não se conhece verdadeiramente a origem da palavra Carnaval.
Para uns, compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa. Outros, procuram no latim a explicação para o vocábulo: carnelevamen, depois carne, vale ("adeus, carne").
Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, "prazer da carne", antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.
No calendário cerimonial anual português, o Carnaval é um dos mais importantes "ciclos" festivos.
Assume particular destaque actualmente nos meios urbanos, mas possui, ao mesmo tempo, ainda características muito próprias nos meios rurais tradicionais.
As características comuns do Carnaval em Portugal são essencialmente quatro:
1 – Ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas, com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os bodos são um exemplo festivo desta componente alimentar. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais.
2 – Uso de máscaras, essenciais nos festejos, mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa (Veneza, Colónia...).
3 – Exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros (como o do "João").
4 – As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, directa e humorística, por vezes com tom ofensivo.
(extraído da «Diciopédia»)
Não se conhece verdadeiramente a origem da palavra Carnaval.
Para uns, compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa. Outros, procuram no latim a explicação para o vocábulo: carnelevamen, depois carne, vale ("adeus, carne").
Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, "prazer da carne", antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.
No calendário cerimonial anual português, o Carnaval é um dos mais importantes "ciclos" festivos.
Assume particular destaque actualmente nos meios urbanos, mas possui, ao mesmo tempo, ainda características muito próprias nos meios rurais tradicionais.
As características comuns do Carnaval em Portugal são essencialmente quatro:
1 – Ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas, com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os bodos são um exemplo festivo desta componente alimentar. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais.
2 – Uso de máscaras, essenciais nos festejos, mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa (Veneza, Colónia...).
3 – Exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros (como o do "João").
4 – As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, directa e humorística, por vezes com tom ofensivo.
(extraído da «Diciopédia»)
6 de fevereiro de 2005
Aniversário
Querido irmão Zé:
Já passaram muitas Primaveras desde aquele dia 6 de Fevereiro de 1960 em que nasceste no palácio da Quintela, freguesia de Guilhufe, concelho de Penafiel.
Quem nasce num palácio merece viver e morrer num palácio!
Mas, o mundo já existia antes de tu nasceres!...
No entanto, a vida também dá muitas voltas... E, com trabalho e alguma sorte, os filhos poderão aspirar a ter um destino melhor do que tiveram os pais deles.
Quem sabe o que a vida ainda te reserva?
Oxalá que seja tudo bom.
Por agora, espero que tenhas um dia de aniversário muito feliz.
Depois, faço votos para que consigas dobrar o número de anos que fazes hoje.
Por fim, desejo que os anos que tens pela frente sejam cheios de saúde e de amor, sempre na companhia da tua mãe (é pena não estar aqui ainda o nosso querido pai...), da tia Rosa, dos teus irmãos, sobrinhos, primos e amigos.
Um grande abraço do teu irmão
Quim
Já passaram muitas Primaveras desde aquele dia 6 de Fevereiro de 1960 em que nasceste no palácio da Quintela, freguesia de Guilhufe, concelho de Penafiel.
Quem nasce num palácio merece viver e morrer num palácio!
Mas, o mundo já existia antes de tu nasceres!...
No entanto, a vida também dá muitas voltas... E, com trabalho e alguma sorte, os filhos poderão aspirar a ter um destino melhor do que tiveram os pais deles.
Quem sabe o que a vida ainda te reserva?
Oxalá que seja tudo bom.
Por agora, espero que tenhas um dia de aniversário muito feliz.
Depois, faço votos para que consigas dobrar o número de anos que fazes hoje.
Por fim, desejo que os anos que tens pela frente sejam cheios de saúde e de amor, sempre na companhia da tua mãe (é pena não estar aqui ainda o nosso querido pai...), da tia Rosa, dos teus irmãos, sobrinhos, primos e amigos.
Um grande abraço do teu irmão
Quim
4 de fevereiro de 2005
Carnaval (1)
Em Portugal
As tradições carnavalescas específicas de Portugal são um misto de paganismo e de religiosidade.
Assim, a par da preparação para a Quaresma, o carnaval em Portugal bebeu de muitos ritos pagãos ligados a celebrações da natureza, sobretudo de recomeço da vida purificada na Primavera, com a morte das culturas antigas e o germinar das novas.
Por isso, enraizado no folclore português está o enterro de uma personagem, de um animal ou de uma coisa comum (o mais constante é o Enterro do Bacalhau), para depois se celebrar a vida, com danças, cortejos, muita cor, luz e música. Assim se vislumbram os motivos da morte que se projectam da festa da vida que é o Carnaval.
Em muito locais, associado ao Enterro do Bacalhau, surge um Julgamento, que funciona como sátira à imposição eclesiástica de abstinência e jejum durante a Quaresma. A origem destas celebrações perdeu-se no tempo.
No Brasil
Os festejos carnavalescos, com o nome de Entrudo, foram levados para o Brasil pelos portugueses.
Durante estes festejos eram levadas a cabo brincadeiras violentas, com os foliões a lançarem farinha, tintas e água suja uns aos outros. Estas práticas foram proibidas por lei e, por isso, passaram a ser utilizadas serpentinas de papel e confetti coloridos.
Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles tem origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados no Carnaval brasileiro.
No século XIX, os operários urbanos começaram a juntar-se em grémios (associações profissionais), que continuaram e desenvolveram a tradição dos desfiles.
Ao mesmo tempo que se desenvolviam as futuras escolas de samba, institucionalizadas no Rio em 1935, as classes altas importavam da Europa os sofisticados Bailes de Máscaras e as Alegorias. Em 1870 foi criado o Maxixe, um tipo de música específico para o Carnaval.
Hoje em dia, o Carnaval é um dos expoentes máximos do Brasil, atraindo anualmente turistas de todo o mundo.
(extraído da internet)
As tradições carnavalescas específicas de Portugal são um misto de paganismo e de religiosidade.
Assim, a par da preparação para a Quaresma, o carnaval em Portugal bebeu de muitos ritos pagãos ligados a celebrações da natureza, sobretudo de recomeço da vida purificada na Primavera, com a morte das culturas antigas e o germinar das novas.
Por isso, enraizado no folclore português está o enterro de uma personagem, de um animal ou de uma coisa comum (o mais constante é o Enterro do Bacalhau), para depois se celebrar a vida, com danças, cortejos, muita cor, luz e música. Assim se vislumbram os motivos da morte que se projectam da festa da vida que é o Carnaval.
Em muito locais, associado ao Enterro do Bacalhau, surge um Julgamento, que funciona como sátira à imposição eclesiástica de abstinência e jejum durante a Quaresma. A origem destas celebrações perdeu-se no tempo.
No Brasil
Os festejos carnavalescos, com o nome de Entrudo, foram levados para o Brasil pelos portugueses.
Durante estes festejos eram levadas a cabo brincadeiras violentas, com os foliões a lançarem farinha, tintas e água suja uns aos outros. Estas práticas foram proibidas por lei e, por isso, passaram a ser utilizadas serpentinas de papel e confetti coloridos.
Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles tem origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados no Carnaval brasileiro.
No século XIX, os operários urbanos começaram a juntar-se em grémios (associações profissionais), que continuaram e desenvolveram a tradição dos desfiles.
Ao mesmo tempo que se desenvolviam as futuras escolas de samba, institucionalizadas no Rio em 1935, as classes altas importavam da Europa os sofisticados Bailes de Máscaras e as Alegorias. Em 1870 foi criado o Maxixe, um tipo de música específico para o Carnaval.
Hoje em dia, o Carnaval é um dos expoentes máximos do Brasil, atraindo anualmente turistas de todo o mundo.
(extraído da internet)
31 de janeiro de 2005
É muito simples escrever aqui
Liliana e Joana:
Vou explicar-vos melhor as instruções que escrevi no blog em 29/12/04:
.........................................
1 – Escrever o endereço do site (sítio da net) www ponto blogger ponto com (ver nota em baixo);
2 – Escrever o teu username (nome de utilizador) e a tua password (palavra-passe);
(já vos disse quais são no e-mail que vos enviei)
3 – Clicar em «Sign in» (entra-se na página que diz «Dashboard»);
4 – Clicar sobre a cruzinha verde (por baixo de «new post»);
5 – Aparecem dois campos para escrever (um em cima - título; outro em baixo - texto);
6 – Clicar em «title» (título) e escrever; clicar em baixo e escrever o post (ou seja, o texto);
7 – Para ver como vai ficar, clicar em «Preview» (escrito a azul);
8 – Para sair do Preview, clicar em «Hide Preview» (escrito a azul);
9 – Para publicar, clicar em «Publish post» (escrito em baixo a vermelho);
10 – Esperar que a publicação esteja completa (100%);
11 – Para ver o blog já escrito, clicar em «View Blog» (em cima);
12 – Para sair, clicar em «Sign out» (em cima à direita).
.........................................
Nota:
Na instrução nº 1 acima está escrito: «www ponto blogger ponto com»
Onde está escrito ponto, vocês têm que pôr mesmo um pontito.
Eu não fiz isso nas instruções porque transformava logo isso num link, e o computador não me deixava fazê-lo.
Espero que agora já consigam escrever no blog.
Sigam as duas as mesmas instruções.
Em seguida, escrevam no blog o que quiserem.
Se não escreverem com juizinho, eu posso tirar o que vocês lá puseram.
Estou ansioso por ver o que vocês têm para dizer aos outros «Gomes».
Depois, podem imprimir cada «post» e mostrar aos vossos pais.
Beijos
Primo Quim
Vou explicar-vos melhor as instruções que escrevi no blog em 29/12/04:
.........................................
1 – Escrever o endereço do site (sítio da net) www ponto blogger ponto com (ver nota em baixo);
2 – Escrever o teu username (nome de utilizador) e a tua password (palavra-passe);
(já vos disse quais são no e-mail que vos enviei)
3 – Clicar em «Sign in» (entra-se na página que diz «Dashboard»);
4 – Clicar sobre a cruzinha verde (por baixo de «new post»);
5 – Aparecem dois campos para escrever (um em cima - título; outro em baixo - texto);
6 – Clicar em «title» (título) e escrever; clicar em baixo e escrever o post (ou seja, o texto);
7 – Para ver como vai ficar, clicar em «Preview» (escrito a azul);
8 – Para sair do Preview, clicar em «Hide Preview» (escrito a azul);
9 – Para publicar, clicar em «Publish post» (escrito em baixo a vermelho);
10 – Esperar que a publicação esteja completa (100%);
11 – Para ver o blog já escrito, clicar em «View Blog» (em cima);
12 – Para sair, clicar em «Sign out» (em cima à direita).
.........................................
Nota:
Na instrução nº 1 acima está escrito: «www ponto blogger ponto com»
Onde está escrito ponto, vocês têm que pôr mesmo um pontito.
Eu não fiz isso nas instruções porque transformava logo isso num link, e o computador não me deixava fazê-lo.
Espero que agora já consigam escrever no blog.
Sigam as duas as mesmas instruções.
Em seguida, escrevam no blog o que quiserem.
Se não escreverem com juizinho, eu posso tirar o que vocês lá puseram.
Estou ansioso por ver o que vocês têm para dizer aos outros «Gomes».
Depois, podem imprimir cada «post» e mostrar aos vossos pais.
Beijos
Primo Quim
Escrever no blog
Joana:
Aqui estou também a escrever o teu primeiro «post».
É assim que se chamam os textos ou fotos que nós podemos colocar aqui.
Depois, explico com todo o pormenor como tu podes escrever.
Agora, foi só uma experiência que eu fiz.
Repara também que diz mais abaixo que quem fez este «post» foste tu.
É que eu entrei com os vossos nomes de utilizador e palavras passe.
Beijos
Primo Quim
Aqui estou também a escrever o teu primeiro «post».
É assim que se chamam os textos ou fotos que nós podemos colocar aqui.
Depois, explico com todo o pormenor como tu podes escrever.
Agora, foi só uma experiência que eu fiz.
Repara também que diz mais abaixo que quem fez este «post» foste tu.
É que eu entrei com os vossos nomes de utilizador e palavras passe.
Beijos
Primo Quim
Já escrevo no blog
Liliana:
Estou a escrever aqui o teu primeiro «post».
É assim que se chamam estes textos ou fotos que nós podemos pôr aqui.
Depois, eu vou explicar-te bem como deves fazer.
Mas, olha que é simples e não demora tempo nenhum.
Repara que diz mais abaixo que o «post» foi colocado aqui por ti.
Beijos
Primo Quim
Estou a escrever aqui o teu primeiro «post».
É assim que se chamam estes textos ou fotos que nós podemos pôr aqui.
Depois, eu vou explicar-te bem como deves fazer.
Mas, olha que é simples e não demora tempo nenhum.
Repara que diz mais abaixo que o «post» foi colocado aqui por ti.
Beijos
Primo Quim
8 de janeiro de 2005
Surpresa!
Liliana:
Conheces as meninas pequeninas que estão aqui em baixo?
Espero que aí todos gostem da surpresa.
Mostra aos teus pais e às tuas irmãs.
Se vocês ou os vossos pais não quiserem esta fotografia aqui, estejam descansadas que eu posso tirá-la.
Isto é para ver se vocês se entusiasmam e se inscrevem no blog, para poderem também escrever alguma coisa e colocar aqui fotografias ou desenhos vossos.
Beijos para todos
Quim
Conheces as meninas pequeninas que estão aqui em baixo?
Espero que aí todos gostem da surpresa.
Mostra aos teus pais e às tuas irmãs.
Se vocês ou os vossos pais não quiserem esta fotografia aqui, estejam descansadas que eu posso tirá-la.
Isto é para ver se vocês se entusiasmam e se inscrevem no blog, para poderem também escrever alguma coisa e colocar aqui fotografias ou desenhos vossos.
Beijos para todos
Quim
5 de janeiro de 2005
Primeira fotografia
Esta é a primeira fotografia que eu consigo pôr neste blog.
Por isso, quis prestar uma pequena homenagem ao meu querido pai, neste mês de Janeiro de 2005 em que se completam 39 anos sobre a sua morte.
As pessoas não estão verdadeiramente mortas enquanto houver alguém neste mundo que as recorde, que as tenha na sua memória.
Camões falava da «lei da morte» referindo-se ao esquecimento.
Portanto, se não houver esquecimento, não há uma morte verdadeira ou definitiva.
Esta fotografia do meu pai já estava no «site» www.quim.pt.to
A partir de agora, passa a estar também neste blog.
3 de janeiro de 2005
As Janeiras (2)
1.
Ainda agora aqui cheguei
Já pus o pé na escada
Logo o meu coração disse
Que aqui mora gente honrada.
2.
Nós não vimos pelas Janeiras
Nós Janeiras cá trazemos
Vimos pelas obrigações
Que a esta casa devemos.
3.
Viva lá senhor F…
Usa o seu chapéu direito
Quando vai pela rua fora
Todos lhe guardam respeito.
4.
Viva lá senhora F….
Raminho de palma branca
Ainda anda neste mundo
Já no céu é uma santa.
5.
De quem é aquele anel d’oiro
Com pedrinhas ao redol
É do menino F…
Que é bonito como o sol.
6.
Viva lá menina F…
Suas faces são romãs
Seus olhos são mais galantes
Do que a estrela da manhã.
7.
Levante-se minha senhora
Desse banco de cortiça
Venha-nos dar as janeiras
Ou morcela ou chouriça.
8.
Alegrai-vos companheiros
Que eu já sinto gente a andar
É a senhora desta casa
Que nos vem a convidar.
9.
Ó que estrela tão brilhante
Que vem dos lados do norte
À família desta casa
Deus lhe dê uma boa sorte.
UBI (internet)
Ainda agora aqui cheguei
Já pus o pé na escada
Logo o meu coração disse
Que aqui mora gente honrada.
2.
Nós não vimos pelas Janeiras
Nós Janeiras cá trazemos
Vimos pelas obrigações
Que a esta casa devemos.
3.
Viva lá senhor F…
Usa o seu chapéu direito
Quando vai pela rua fora
Todos lhe guardam respeito.
4.
Viva lá senhora F….
Raminho de palma branca
Ainda anda neste mundo
Já no céu é uma santa.
5.
De quem é aquele anel d’oiro
Com pedrinhas ao redol
É do menino F…
Que é bonito como o sol.
6.
Viva lá menina F…
Suas faces são romãs
Seus olhos são mais galantes
Do que a estrela da manhã.
7.
Levante-se minha senhora
Desse banco de cortiça
Venha-nos dar as janeiras
Ou morcela ou chouriça.
8.
Alegrai-vos companheiros
Que eu já sinto gente a andar
É a senhora desta casa
Que nos vem a convidar.
9.
Ó que estrela tão brilhante
Que vem dos lados do norte
À família desta casa
Deus lhe dê uma boa sorte.
UBI (internet)
As Janeiras (1)
O Ano Novo é marcado pelas tradições milenares dos Reis e das Janeiras, responsáveis pelo clima de festa e alegria com que todos os povos ocidentais se despedem de um ano que parte e saúdam um ano que chega, enquanto cumulativamente celebram o nascimento de Jesus Cristo e o renascimento solar. É hora de actores, músicos e cantores saírem para as ruas e caminhos de cidades, vilas e povoados e contagiarem os vizinhos com a magia da música e o calor das palavras plenas de júbilo e esperança.
Tais tradições são festividades cíclicas associadas ao ciclo do Natal, cujas origens remontam às antigas celebrações universais do solstício de Inverno. No princípio, a astrologia dominou a mitologia de quase todos os povos, tanto mais que o sol, enquanto elemento central de todas as cosmogonias antigas, foi objecto de cerimónias, ritos e cultos. Em algumas civilizações, como se sabe, o sol foi até divinizado. Foi esta cultura e este espírito solar que a Igreja Católica aproveitou para, no séc. IV, colocar o nascimento do Salvador no momento em que os pagãos celebravam a festa do nascimento do sol invencível.
Daí a razão porque o Natal é uma festa que junta ingredientes religiosos e profanos. A adoração do Menino Jesus, com missas e presépios é acompanhada de lautas consoadas, trocas de prendas, bailes e fogueiras. O epílogo deste ciclo festivo acontece com a festa dos Reis que, segundo a tradição seriam Gaspar, Baltasar e Belchior, e que vieram adorar o Deus menino com prendas de ouro, incenso e mirra. A origem, número e condição destas figuras é nebulosa, como nebulosa é a descrição nos textos bíblicos da estrela de Belém. A astronomia não sabe ainda hoje explicar a natureza da estrela que guiou os reis magos até à gruta de Belém.
Fosse o que fosse, aparição de cometa, conjugação planetária, resulta hoje que a estrela de Belém é símbolo do nascimento de Jesus Cristo, luz que irrompeu das trevas para salvação da humanidade. A cristandade glosou esta simbologia histórica (o encontro de um rei espiritual com reis temporais) através de múltiplas representações, como é o caso das contradanças, dos Bailes dos Reis, das Reisadas e dos Encontros de Reis.
Do mesmo modo as Janeiras são cantigas de boas-festas e loas ao Menino Jesus e também saudações ao Ano Novo, com vigência entre o Natal e os Reis. Não é fácil determinar a origem deste costume que faz com que grupos de músicos e cantores percorram os lugares com luzernas para assinalarem a sua presença e a sua intenção pacífica. Ainda não há muitos anos os patrões convidavam a tocata para um repasto à base de frutos secos (nozes, pinhões e figos) e vinho, frequentemente de grande teor alcoólico (vinho branco, vinho fino ou jeropiga), para acudir aos rigores do frio. Infelizmente este costume está a ser descaracterizado, uma vez que os cantadores de “janeiras” estão a trocar a ceia das Janeiras por um contributo pecuniário, desaparecendo da tradição a sua imensa carga simbólica, isto é, o significado da comida natalícia, o canto do renascimento espiritual e temporal e a razão cosmogónica da festa solsticial.
Câmara Municipal de Braga/Cultura (Internet).
Tais tradições são festividades cíclicas associadas ao ciclo do Natal, cujas origens remontam às antigas celebrações universais do solstício de Inverno. No princípio, a astrologia dominou a mitologia de quase todos os povos, tanto mais que o sol, enquanto elemento central de todas as cosmogonias antigas, foi objecto de cerimónias, ritos e cultos. Em algumas civilizações, como se sabe, o sol foi até divinizado. Foi esta cultura e este espírito solar que a Igreja Católica aproveitou para, no séc. IV, colocar o nascimento do Salvador no momento em que os pagãos celebravam a festa do nascimento do sol invencível.
Daí a razão porque o Natal é uma festa que junta ingredientes religiosos e profanos. A adoração do Menino Jesus, com missas e presépios é acompanhada de lautas consoadas, trocas de prendas, bailes e fogueiras. O epílogo deste ciclo festivo acontece com a festa dos Reis que, segundo a tradição seriam Gaspar, Baltasar e Belchior, e que vieram adorar o Deus menino com prendas de ouro, incenso e mirra. A origem, número e condição destas figuras é nebulosa, como nebulosa é a descrição nos textos bíblicos da estrela de Belém. A astronomia não sabe ainda hoje explicar a natureza da estrela que guiou os reis magos até à gruta de Belém.
Fosse o que fosse, aparição de cometa, conjugação planetária, resulta hoje que a estrela de Belém é símbolo do nascimento de Jesus Cristo, luz que irrompeu das trevas para salvação da humanidade. A cristandade glosou esta simbologia histórica (o encontro de um rei espiritual com reis temporais) através de múltiplas representações, como é o caso das contradanças, dos Bailes dos Reis, das Reisadas e dos Encontros de Reis.
Do mesmo modo as Janeiras são cantigas de boas-festas e loas ao Menino Jesus e também saudações ao Ano Novo, com vigência entre o Natal e os Reis. Não é fácil determinar a origem deste costume que faz com que grupos de músicos e cantores percorram os lugares com luzernas para assinalarem a sua presença e a sua intenção pacífica. Ainda não há muitos anos os patrões convidavam a tocata para um repasto à base de frutos secos (nozes, pinhões e figos) e vinho, frequentemente de grande teor alcoólico (vinho branco, vinho fino ou jeropiga), para acudir aos rigores do frio. Infelizmente este costume está a ser descaracterizado, uma vez que os cantadores de “janeiras” estão a trocar a ceia das Janeiras por um contributo pecuniário, desaparecendo da tradição a sua imensa carga simbólica, isto é, o significado da comida natalícia, o canto do renascimento espiritual e temporal e a razão cosmogónica da festa solsticial.
Câmara Municipal de Braga/Cultura (Internet).
31 de dezembro de 2004
Bom Ano Novo
Está a começar o ano de 2005, segundo o calendário gregoriano.
Ou será o ano de 5763, como dizem os judeus?
Ou o ano de 1380, como entendem os islâmicos?
Poderá ser qualquer outro ano, ou mês, ou dia... Não tem importância.
O que importa é que todos os Gomes, os seus familiares e os seus amigos tenham os próximos 365 dias (ou 400 ou 500) cheios de saúde, de paz e de felicidade.
Este blog pretende ajudar a que este desejo se possa concretizar.
Para todos um Bom Ano Novo
Quim
Ou será o ano de 5763, como dizem os judeus?
Ou o ano de 1380, como entendem os islâmicos?
Poderá ser qualquer outro ano, ou mês, ou dia... Não tem importância.
O que importa é que todos os Gomes, os seus familiares e os seus amigos tenham os próximos 365 dias (ou 400 ou 500) cheios de saúde, de paz e de felicidade.
Este blog pretende ajudar a que este desejo se possa concretizar.
Para todos um Bom Ano Novo
Quim
30 de dezembro de 2004
Ano Novo (2)
É quase meia-noite. Numa inquietação crescente, vou escrevinhando a consultar o relógio a cada momento. Quero assistir à passagem do ano. Faltam vinte minutos, faltam quinze, faltam dez… Um agiota não faria melhor se estivesse ao pulso de um agonizante de quem esperasse herdar uma grande fortuna. E acabo por me rir. Farto de saber que nada vai mudar, roído de desilusões, e teimo na estupidez das mais vezes! Simplesmente, não desisto. A razão argumenta, a experiência ensina, e nos recônditos do meu ser nenhuma lição de objectividade encontra eco. Orgulhosos da nossa ciência, e seguros de que dominamos a natureza, zombamos dos nossos avós e dos rituais com que tentavam exorcizar as forças do mal e propiciar a renovação do tempo. Mas, no fundo, continuamos supersticiosos e crédulos como eles. A abafar ruidosamente a emoção a tiros de petardo ou de champanhe, ouvimos bater as doze badaladas na secreta esperança de que elas sejam a meta remissa do passado e o ponto de partida dum futuro redentor. Assim persiste sob a máscara soberba do civilizado a humildade do primitivo. A humildade que o mantém vivo nas selvas da ignorância, ao lado do morto que vai sendo nas avenidas da sabedoria…
Miguel Torga - «Diário XI» (31/12/69)
Miguel Torga - «Diário XI» (31/12/69)
Ano Novo (1)
Outro ano. Toda a gente excitada, e, de conhecido para conhecido, esta senha:
- Boas entradas!
- Igualmente! – responde o contemplado.
E lá segue cada qual o seu caminho, com o supersticioso pé direito à frente, não vá o demo tecê-las. A estafada e monocórdica ária de sempre, que apenas mói os ouvidos de quem é por condenação um rói-migalhas, e passa o tempo a reparar nas inocências do homem, e a registá-las.
Ano Novo! Os torcegões que a realidade sofre nas nossas mãos, a ver se conseguimos disfarçar-lhe a crueza! A imaginação colectiva aos sobressaltos, na grata ilusão (na triste ilusão) de que a coisa vai começar agora – agora que o ano é novo, o século é novo, a idade é nova. No fundo, todo o passado é um erro para cada um de nós. E como ninguém é capaz de aceitar corajosamente os erros e de fazer deles um roteiro de sinceridade, contorna-se o problema desta ingénua maneira: recomeçar. Sem nos querermos convencer de que nada pode deixar de ser como é, porque continuamos os mesmos e, só errado, o caminho é bonito e nos apetece. Recomeçar uma, duas, cinquenta vezes, e chegar à meta com este lamento hipócrita na boca:
- Ah, se eu voltasse aos vinte anos e soubesse o que hoje sei!
Que me lembre, apenas Raul Brandão teve a grandeza e a lealdade de escrever que repetiria o calvário da vida sem lhe alterar o itinerário. Isto sim, isto é de quem entendeu a fundo que a existência não deve ter soluções de continuidade, nem ser prevista. Deus me livre de saber antecipadamente que por certo beijo que roubei em rapaz a uma cachopa da minha terra receberia a bofetada que recebi! A coisa foi maravilhosa por ter sido um jogo, um atrevimento, um risco, e motivar aquela réplica inesperada e ardente!
«- Se eu soubesse…»
Mas como felizmente ninguém pode voltar atrás, nem saber antes de saber, vai de recomeçar vida nova cada novo ano. Cada novo ano que passa a velho logo que se fazem trezentas e sessenta e cinco tolices…
Miguel Torga – «Diário II» (1/1/1943)
- Boas entradas!
- Igualmente! – responde o contemplado.
E lá segue cada qual o seu caminho, com o supersticioso pé direito à frente, não vá o demo tecê-las. A estafada e monocórdica ária de sempre, que apenas mói os ouvidos de quem é por condenação um rói-migalhas, e passa o tempo a reparar nas inocências do homem, e a registá-las.
Ano Novo! Os torcegões que a realidade sofre nas nossas mãos, a ver se conseguimos disfarçar-lhe a crueza! A imaginação colectiva aos sobressaltos, na grata ilusão (na triste ilusão) de que a coisa vai começar agora – agora que o ano é novo, o século é novo, a idade é nova. No fundo, todo o passado é um erro para cada um de nós. E como ninguém é capaz de aceitar corajosamente os erros e de fazer deles um roteiro de sinceridade, contorna-se o problema desta ingénua maneira: recomeçar. Sem nos querermos convencer de que nada pode deixar de ser como é, porque continuamos os mesmos e, só errado, o caminho é bonito e nos apetece. Recomeçar uma, duas, cinquenta vezes, e chegar à meta com este lamento hipócrita na boca:
- Ah, se eu voltasse aos vinte anos e soubesse o que hoje sei!
Que me lembre, apenas Raul Brandão teve a grandeza e a lealdade de escrever que repetiria o calvário da vida sem lhe alterar o itinerário. Isto sim, isto é de quem entendeu a fundo que a existência não deve ter soluções de continuidade, nem ser prevista. Deus me livre de saber antecipadamente que por certo beijo que roubei em rapaz a uma cachopa da minha terra receberia a bofetada que recebi! A coisa foi maravilhosa por ter sido um jogo, um atrevimento, um risco, e motivar aquela réplica inesperada e ardente!
«- Se eu soubesse…»
Mas como felizmente ninguém pode voltar atrás, nem saber antes de saber, vai de recomeçar vida nova cada novo ano. Cada novo ano que passa a velho logo que se fazem trezentas e sessenta e cinco tolices…
Miguel Torga – «Diário II» (1/1/1943)
29 de dezembro de 2004
Para escrever no blog
1 – Abrir o site (sítio da net) www ponto blogger ponto com;
2 – Escrever o username (nome de utilizador) e a password (palavra-passe);
3 – Clicar em «Sign in»;
4 – Clicar sobre «Todos-os-Gomes»;
5 – Clicar em «Create a new post»;
6 – Escrever o título e, mais abaixo, o post (ou seja, o texto);
7 – Para ver como vai ficar, clicar em «Preview» (escrito a azul);
8 – Para sair do Preview, clicar em «Hide Preview» (escrito a azul);
9 – Por fim, clicar em «Publish post» (escrito a vermelho);
10 – Esperar que a publicação esteja completa;
11 – Para ver o blog já escrito, clicar em «View Blog»;
12 – Para sair, clicar em «Sign out».
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Para ser membro do blog
Fazer o seguinte:
1 - Abrir o e-mail com o convite que eu enviei;
2 - Clicar na linha que está escrita a azul;
3 - Abre-se um ecran que diz «Join a Blog»;
4 - Clicar em «Create an account»;
5 - Abre-se o ecran «Create an account»;
6 - Preencher os espaços (basta os obrigatórios) e, depois, clicar no quadradinho junto a "acceptance of terms»;
7 - Clicar em «Continue»;
8 - Abre-se um ecran que diz «Dashboard». A inscrição está completa;
9 - Para escrever, deve ler o post: «Para escrever no blog»
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23 de dezembro de 2004
Menino-Deus
Inspirada pelos anjos, recostou-se na manjedoira, duas tábuas com outra de guarda armadas contra a parede. E voltando-se para oriente, no mais quieto e sossegado da noite, com o céu a destilar mel e cinamono, Maria deu à luz o Unigénito. Era bonito o bebé, com o que saiu verdadeiro o dizer dos Cantares de que o ventre daquela mãe era um campo de trigo donde brotaria uma papoila nunca vista. Mas quando os reis da Pérsia destinavam cento e oitenta milhões para gastos de cama e as almofadas em que nasciam e se criavam os infantes; enquanto o trono de Salomão era de marfim recamado de oiro e o seu reclinatório de púrpura bordada a prata e oiro e constelada de gemas, com uma guarda de sessenta núbios à roda – ele nascia num presépio sobre o retraço dos animais.
(…) Nasceu sem adjutório ou ministério de qualquer pessoa, sem queixa nem moléstia de sua santíssima mãe, antes, como anunciara Isaías, laetabunda et laudans, contentíssima e dando graças. Da mesma maneira que a árvore não sente dor quando despega o fruto maduro, assim sucedeu com ela. E como não – argumentam os doutores de pensar subtil – se a dor e tormento do parto correspondem ao deleite da concepção carnal, e ela fora alheia a todo o toque?
(…) As vozes são discordes quanto à presença ou não presença da túnica placentária, secundina lhe chamavam S. Jerónimo e as nossas avós, que devia cingir o corpinho do Menino-Deus.
(…) Muito se tem ventilado também se no estábulo assistiam a burra e a vaca, como ideou S. Francisco no primeiro presépio e, após ele, quantos poetas souberam pegar em pincéis, e quantos rapsodos vazaram a rude palavra de romance nas ledas estâncias dos autos e mistérios. Se veio a cavalo de Nazaré, não admira que apareça uma burra a bafejar o inocentinho intanguido nas palhas nuas. Mas donde saiu a vaca?
(…) Foi a noite santa uma noite de prodígios. Ruiu em Roma o templo da Paz, explicando os intérpretes sagrados que, bem embora há quatro anos se não ouvisse ferrolhar na bainha a espada de um legionário, tinha ali fim aquela paz torpe, feita de violência sob a égide dos fáscios romanos, e começava outra, a paz em que o leão havia de comer a palha com o boi, segundo Isaías, aquela em que Cristo seria o primeiro ladrão, na frase de Santo Ireneu, despojando o rico em favor do pobre, paz proclamada desde o começo das idades pelas longas e sacabuxas de anjos e serafins:
- Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!
Essa noite viu-se orvalhada a terra sem se molhar o véu de Gedeão. Calaram-se os oráculos em quantos bosques sagrados cobriam a Hélade e a terra latina, e ouviram-se os lamentos flébeis das pitonisas e divindades voluptuosas mergulhando para todo o sempre no recesso das selvas e nas grutas que se cisparam uma vez por todas. O grande Apolo Pítio, para o qual corriam os devotos como abelhas para a flor da esteva, desapareceu a clamar:
- Um menino judeu manda-me tornar para o Orco! Adeus para sempre, adeus para sempre!
Em Roma esteve a correr azeite à franca para quem queria, e vieram da Suburra e até mesmo da oficina de Vénus que havia na Via Ápia mulheres munidas de celhas a apará-lo. As vinhas de Engadi deram uvas. Caíram ao chão no Egipto, despedaçando-se, os ídolos de bronze. Desfez-se também em bocados a estátua da Loba e até as letras sagradas se apagaram nas colunas votivas dos templos e das praças.
Mal o Menino veio à luz, sem uma mancha, branco e limpo que nem talhado em neve pura, beijou-lhe Maria os pés como a seu Deus e depois o rosto como a seu filho. E logo ele lhe sorriu um sorriso que a inundou de luz, sinal do sol rútilo que ia alvorecer para o mundo.
Enfaixou-o a mãe nos panos de beatilha com que viera preparada e chegou-o ao peito. Foi mamando, agora já de beicinhos roxos pelo frio, que os pastores o vieram encontrar com as oferendas. Traziam queijinhos de seus bardos, braçadas de flores, fruta e aves de capoeira. (…) Os pastores entraram de surrão, com suas mocas debaixo do braço, seus chapeirões contra o sol, a gaita a espreitar da algibeira. E, dobrando o joelho, o adoraram. A voz dum vulto que se escoava na noite dissera-lhes na primeira modorra:
- Ide à corte dos gados, à entrada de Belém, no caminho da cisterna de David, que nasceu lá o Messias!
Era então verdade? Os coxos e os trôpegos iam saltar como cervos? Ia raiar o sol da justiça para todos? Nunca mais o forte espancaria o fraco, nem o rico poderia jantar duas vezes enquanto ao pobre só restava o direito de morrer a louvar o Senhor?
Afirmam os teólogos que ali se operou miraculosamente a união dos termos mais antitéticos que o espírito pode conceber: - Deus e homem, virgem e mãe, eternidade e tempo, céu e terra, morte e vida, e a percepção de tal mistério pelo coração do homem. Os pastores, esses, esperavam a redenção humana do mal, do sofrimento, da dor e da agonia. Por isso, entoavam e a sua voz chamava a gente que passava para os agros na manhã alta:
- Gloria in excelsis Deo!!
Aquilino Ribeiro – “O Livro do Menino-Deus”
(…) Nasceu sem adjutório ou ministério de qualquer pessoa, sem queixa nem moléstia de sua santíssima mãe, antes, como anunciara Isaías, laetabunda et laudans, contentíssima e dando graças. Da mesma maneira que a árvore não sente dor quando despega o fruto maduro, assim sucedeu com ela. E como não – argumentam os doutores de pensar subtil – se a dor e tormento do parto correspondem ao deleite da concepção carnal, e ela fora alheia a todo o toque?
(…) As vozes são discordes quanto à presença ou não presença da túnica placentária, secundina lhe chamavam S. Jerónimo e as nossas avós, que devia cingir o corpinho do Menino-Deus.
(…) Muito se tem ventilado também se no estábulo assistiam a burra e a vaca, como ideou S. Francisco no primeiro presépio e, após ele, quantos poetas souberam pegar em pincéis, e quantos rapsodos vazaram a rude palavra de romance nas ledas estâncias dos autos e mistérios. Se veio a cavalo de Nazaré, não admira que apareça uma burra a bafejar o inocentinho intanguido nas palhas nuas. Mas donde saiu a vaca?
(…) Foi a noite santa uma noite de prodígios. Ruiu em Roma o templo da Paz, explicando os intérpretes sagrados que, bem embora há quatro anos se não ouvisse ferrolhar na bainha a espada de um legionário, tinha ali fim aquela paz torpe, feita de violência sob a égide dos fáscios romanos, e começava outra, a paz em que o leão havia de comer a palha com o boi, segundo Isaías, aquela em que Cristo seria o primeiro ladrão, na frase de Santo Ireneu, despojando o rico em favor do pobre, paz proclamada desde o começo das idades pelas longas e sacabuxas de anjos e serafins:
- Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!
Essa noite viu-se orvalhada a terra sem se molhar o véu de Gedeão. Calaram-se os oráculos em quantos bosques sagrados cobriam a Hélade e a terra latina, e ouviram-se os lamentos flébeis das pitonisas e divindades voluptuosas mergulhando para todo o sempre no recesso das selvas e nas grutas que se cisparam uma vez por todas. O grande Apolo Pítio, para o qual corriam os devotos como abelhas para a flor da esteva, desapareceu a clamar:
- Um menino judeu manda-me tornar para o Orco! Adeus para sempre, adeus para sempre!
Em Roma esteve a correr azeite à franca para quem queria, e vieram da Suburra e até mesmo da oficina de Vénus que havia na Via Ápia mulheres munidas de celhas a apará-lo. As vinhas de Engadi deram uvas. Caíram ao chão no Egipto, despedaçando-se, os ídolos de bronze. Desfez-se também em bocados a estátua da Loba e até as letras sagradas se apagaram nas colunas votivas dos templos e das praças.
Mal o Menino veio à luz, sem uma mancha, branco e limpo que nem talhado em neve pura, beijou-lhe Maria os pés como a seu Deus e depois o rosto como a seu filho. E logo ele lhe sorriu um sorriso que a inundou de luz, sinal do sol rútilo que ia alvorecer para o mundo.
Enfaixou-o a mãe nos panos de beatilha com que viera preparada e chegou-o ao peito. Foi mamando, agora já de beicinhos roxos pelo frio, que os pastores o vieram encontrar com as oferendas. Traziam queijinhos de seus bardos, braçadas de flores, fruta e aves de capoeira. (…) Os pastores entraram de surrão, com suas mocas debaixo do braço, seus chapeirões contra o sol, a gaita a espreitar da algibeira. E, dobrando o joelho, o adoraram. A voz dum vulto que se escoava na noite dissera-lhes na primeira modorra:
- Ide à corte dos gados, à entrada de Belém, no caminho da cisterna de David, que nasceu lá o Messias!
Era então verdade? Os coxos e os trôpegos iam saltar como cervos? Ia raiar o sol da justiça para todos? Nunca mais o forte espancaria o fraco, nem o rico poderia jantar duas vezes enquanto ao pobre só restava o direito de morrer a louvar o Senhor?
Afirmam os teólogos que ali se operou miraculosamente a união dos termos mais antitéticos que o espírito pode conceber: - Deus e homem, virgem e mãe, eternidade e tempo, céu e terra, morte e vida, e a percepção de tal mistério pelo coração do homem. Os pastores, esses, esperavam a redenção humana do mal, do sofrimento, da dor e da agonia. Por isso, entoavam e a sua voz chamava a gente que passava para os agros na manhã alta:
- Gloria in excelsis Deo!!
Aquilino Ribeiro – “O Livro do Menino-Deus”
21 de dezembro de 2004
Sara
Querida Sara:
Fazes hoje 28 anos. Parabéns. Mas, para mim, tu continuas a ser a Sarinha que eu conheci há muitos anos e que ainda hoje se vê nas fotografias.
Desejo que tenhas não só um dia mas também um ano de vida cheio de saúde e felicidade, junto do teu marido Rui, dos teus pais Ermelinda e Tó, do teu irmão Vitorino, e de todos os outros familiares e amigos.
Beijinhos do tio
Quim
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